Hoje, dia 12 de agosto, houve um roubo no Banco Santander, na Vila Esperança. Resultando em tiroteio, em frente ao banco. Um “bandido” morto, um civil baleado de raspão no rosto, e dois policiais atingidos: um atingido no braço e outro atingido por estilhaços de vidro.
“Parecem fogos, ao olhar pela janela percebo que são tiros.
Das armas saem clarões.
Homens correm atrás de algo, os tiros continuam sem parar.
Um homem, todo de preto, que estava atirando caí, começa a rolar e vai para debaixo do carro, sua arma fica no chão solitária, não dá para saber se ele foi atingido ou apenas está se protegendo.
Não dá para ver mais nada, só ouve-se tiros, bem distantes.
Começo a chorar e sou chamada de fraca e mandada para o quarto, é facil ser forte quando se está bem longe das balas. Não estou com medo por mim, e sim por aqueles que estão passando por aquele inferno, para proteger milhares de papéis.
Se há algum policial morto, os seus companheiros vão em sua casa avisar seus parentes que ele morreu com honra, morreu tentando proteger os papéis, seu velório será simples, pois seu salário é pouco só os familiares, amigos de farda, e uma câmera de alguma emissora, registrando o sofrimento da mãe em perder o seu filho e da mulher em perder seu marido, porque isso que dá audiencia.
Param-se os tiros, algum tempo depois juntam-se as viaturas, param-se o trânsito.
O publico vai para o lugar onde ocorreu o tiroteio, quer ver sangue e saber o que aconteceu.
Virou um circo.
Só depois de muito tempo que alguém da platéia percebe que tem um homem debaixo do carro, só agora ele foi lembrado.
Os policias estavam defendendo o que tem seguro e o que é protegido por dois seguranças.”
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