Na ultima sexta-feira, 04/07/08, estava eu a caminhar pelos canais da televisão, contemplando a tal falta de coisas interessantes e me deparei com uma situação ridiculamente triste:
Sabe-se que a Rede Globo está vinculando um seriado chamado “Guerra e Paz” que tem a tendência de tentar explorar um humor pobre, banal e com fortes apelos à pornografia. Até aí, tudo parece normal considerando que não existe na já citada emissora um programa de humor que não atenda a esses requisitos indispensáveis para que haja a audiência do público já acostumado à isso.
Eis então que vejo a cena que me deixou pasmo, como forma de decoração para um ambente que tinha a predisposição de ser “erótico” apareceu uma reprodução de “A Madonna”, quadro do pintor expressionista alemão Edvard Munch. O pior de tudo é que na ponta do seio da imagem havia uma camera de video que filmava a cena de deploravel apelo que se passava alí.
Ora, este quadro é uma obra prima de um dos maiores pintores da historia, com um nível de sensibilidade superior a nossa percepção, demonstra uma capacidade de expressão indiscritível e passa longe de simples figura pornográfica. O seu erotismo e sensualidade, unidas a aura sagrada de uma feminilidade inteligivel é uma representação de uma faceta da humanidade e não um cartaz pornô.
Gostaria que esse tipo de banalização tão fria, insensível e desrespeitosa não fosse feita de forma tão ilesa.

Quadro A Madonna de Edvard Munch
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