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    Tamanha é a crença na vida, no que a vida tem de mais precário, bem entendido, a vida real, que afinal esta crença se perde. O homem, esse sonhador definitivo, cada dia mais desgostoso com seu destino, a custo repara nos objetos de seu uso habitual, e que lhe vieram por sua displicência, ou quase sempre por seu esforço, pois ele aceitou trabalhar, ou pelo menos, não lhe repugnou tomar sua decisão (o que ele chama decisão! ) . Bem modesto é agora o seu quinhão: sabe as mulheres que possuiu, as ridículas aventuras em que se meteu; sua riqueza ou sua pobreza para ele não valem nada, quanto a isso, continua recém-nascido, e quanto à aprovação de sua consciência moral, admito que lhe é indiferente. SE conservar alguma lucidez, não poderá senão recordar-se de sua infância, que lhe parecerá repleta de encantos, por mais massacrada que tenha sido com o desvelo dos ensinantes. Aí, a ausência de qualquer rigorismo conhecido lhe dá a perspectiva de levar diversas vidas ao mesmo tempo; ele se agarra a essa ilusão; só quer conhecer a facilidade momentânea, extrema, de todas as coisas. Todas as manhãs, crianças saem de casa sem inquietação. Está tudo perto, as piores condições materiais são excelentes. Os bosques são claros ou escuros, nunca se vai dormir. André Breton em "Manifesto do Surrealismo"
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Cuba não é outro planeta

“Esqueça tudo que você já ouviu falar de Cuba. Especialmente, se tiver vindo da Rede Globo, Revista Veja, e outros veículos da grande imprensa.

Estive lá, em março, como convidada da 7º Muestra de Nuevos Realizadores, organizada pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC), para exibir meu curta-metragem, Rapsódia do Absurdo, na seção internacional. O que vi apenas confirma a manipulação de sempre da informação.”

por Cláudia Nunes
Fonte: Caros Amigos

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